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O que é ansiedade?

May 31, 2017

 

 

 

 

Ansiedade é um sentimento vago e bem desagradável de medo, em geral irreal, irracional ou fora do normal. Quando falamos de ansiedade sempre há uma sensação física de apreensão caracterizada por tensão, angústia ou desconforto derivado de antecipação de perigo, de algo desconhecido ou estranho. A resposta física e psíquica é desproporcional ao estimulo, mas faz parte da reação exacerbada de luta ou fuga. Vale lembrar que medo, ansiedade, angústia e o desconhecido caminham juntos e criam um círculo vicioso que vai ficando insustentável. 

A Angústia pode ser um aperto no peito, nó ou desconforto na garganta, um desconforto na hora de engolir ou no tórax, sensação de bolo ou sufocamento e se relaciona muito com episódios de ansiedade. Quanto mais intensa a angústia, maior o grau de desespero e de ansiedade da pessoa que sofre. 

A Ansiedade pode ficar bastante intensa e incapacitante, o que pode levar o paciente ao isolamento social e tem forte associação com quadros de depressão, em até 40%dos casos. A ansiedade pode ser curta e episódica ou pode se cronificar e demorar anos para a cura, especialmente se não tratada adequadamente. Por isso a pessoa ansiosa deve buscar ajuda profissional o quanto antes.

 

 

Ansiedade ao longo da vida.

Desde  que somos crianças, o desenvolvimento emocional influi sobre as causas e a maneira como se manifestam os medos e as preocupações tanto normais quanto patológicos.  Diferentemente dos adultos, crianças podem não reconhecer seus medos como exagerados ou irracionais, especialmente aquelas menores de 7 anos, por conta da imaturidade cognitiva e emocional, por isso os pais e professores devem ficar atentos a comportamentos ansiosos dos filhos. Quando éramos crianças tínhamos medo do escuro ou de seres grandes e inanimados ou medo de animais desconhecidos ou selvagens ou até medo de monstros, em geral podemos dizer que temos medo do desconhecido. Também é comum crianças sonharem com estes monstros, terem pesadelos relacionados a medos e situações de enfrentamento ou fuga destes medos.

A Fobia especifica é um dos transtornos mentais mais comuns na infância e um dos tratamentos propostos é a exposição gradual ao estímulo aversivo, aquilo que causa repulsa ou medo não deve mais ser evitado e sim confrontado gradualmente. Por exemplo, se a criança tem medo de aranha pode ser apresentada uma foto de várias aranhas e ver a reação, depois de controlada esta situação pode se sugerir um contato com uma aranha de plástico e depois uma pequena aranha de verdade e assim por diante, até a fobia cessar completamente.

 

Quando a ansiedade pode ser considerada patológica? Existe em crianças e adultos?

A ansiedade e o medo passam a ser reconhecidos como patológicos quando são exagerados, desproporcionais em relação ao estímulo apresentado, ou qualitativamente diversos do que observamos como normal naquela faixa etária. A Ansiedade existe em crianças, adultos e idosos. Deve-se destacar e tratar os medos principalmente quando os mesmos interferem com a qualidade de vida, o conforto emocional ou o desempenho diário do indivíduo na escola ou no trabalho. Tais reações exageradas ao estímulo ansiogênico se desenvolvem, mais comumente, em indivíduos com uma predisposição neurobiológica herdada, por exemplo, para pessoas que já tem um histórico familiar positivo de parentes de primeiro grau com algum transtorno ansioso ou fobias em geral.

A maneira prática de se diferenciar ansiedade normal de ansiedade patológica é basicamente avaliar se a reação ansiosa é de curta ou longa duração, autolimitada ou disfuncional e se relacionada ao estímulo do momento ou não. Caso a ansiedade seja bem duradoura, consuma horas do dia, afete o funcionamento global da pessoa, afete aproveitamento escolar ou produtividade no trabalho e seja desproporcional ao estímulo, aí merece tratamento psicoterápico e/ou medicamentoso.

 

O que são os transtornos causados pela ansiedade e seus sintomas?

Os transtornos ansiosos são quadros clínicos em que esses sintomas são primários, ou seja, não são derivados de outras condições psiquiátricas (como depressões, psicoses, transtornos do desenvolvimento, transtorno hipercinético, entre outros) ou médicas em geral (por exemplo, hipertireoidismo e Cushing).  

 

Exemplos de sintomas causados pela ansiedade são:

taquicardia, angústia, roer unhas, mexer bastante os pés e as mãos, inquietude, agitação, medo de sair de casa, medo de falar em público, crises de pânico e de desespero, falta de ar não orgânica, logorréia ansiosa, pensamentos perseverantes e preocupações exageradas, principalmente com o futuro.

 

Exemplos de transtornos ansiosos:

Fobia Social, Fobias Específicas, Transtorno de pânico, transtorno de Ansiedade Generalizada,  Agorafobia, Transtorno de Estresse pós-Traumático, Reação aguda ao Estresse, Transtorno Obsessivo-Compulsivo, Transtorno misto ansioso e depressivo,  Ansiedade de separação, Transtorno ansioso não especificado.

 

Sintomas ansiosos secundários são quadros frequentes em outros transtornos psiquiátricos. É uma ansiedade que se explica pelos sintomas do transtorno primário (exemplos: a ansiedade do início do surto esquizofrênico; o medo da separação dos pais numa criança com depressão) e não constitui um conjunto de sintomas que determina um transtorno ansioso primário típico.  Mas podem ocorrer casos em que vários transtornos estão presentes ao mesmo tempo e não se consegue identificar o que é primário e o que não é, sendo mais correto referir que esse paciente apresenta mais de um diagnóstico ou comorbidade. Estimamos que cerca de metade das crianças com transtornos ansiosos tenham também outro transtorno ansioso, por exemplo, fobias específicas ou fobia social ou ansiedade de separação. 

Os adultos que receberam o diagnóstico de depressão costumam ter quadros de ansiedade concomitantemente ou até simultaneamente, o que chamamos de Depressão-ansiosa. Trata-se de quadro bastante comum, especialmente em adultos que vivem sob o Estresse de viver em grandes centros urbanos.

 

A ansiedade tem cura?

Sim, a cura existe e não é difícil de alcançar, especialmente se fizer um tratamento adequado e multidisciplinar. 

Qual o tratamento para a ansiedade?

O tratamento consiste em um tripé: Abordagem psicoterápica, tratamento medicamentoso e exercício físico regular.

A psicoterapia mais efetiva para quadros de ansiedade é a abordagem cognitivo-comportamental, sendo que as psicólogas do Multicentro Saúde são especializadas nisso.

Quanto ao tratamento medicamentoso, deve-se destacar o uso de antidepressivos e ansiolíticos, via oral. Exemplos de antidepressivos mais usados para ansiedade são: a Fluoxetina, a Sertralina, a Paroxetina, o Escitalopram e o Citalopram.  Exemplos de Ansiolíticos são: Clonazepam, Diazepam, Lorazepam, entre outros. 

Os benzodiazepínicos podem ser usados para crises agudas de ansiedade, via oral ou sublingual, como medicações de resgate e por curto período de tempo, sempre sob acompanhamento psiquiátrico regular. O uso por tempo prolongado dos Benzodiazepínicos não é recomendável pela Associação Brasileira de Psiquiatria, pois são remédios de tarja preta e podem levar à dependência física e psicológica. A retirada deste tipo de medicação deve ser lenta e gradual, respeitando a individualidade e os receios do paciente.

Atividade física regular é muito importante no tratamento de síndromes ansiosas, pois libera Endorfinas em todo o corpo e aumenta os níveis de Serotonina no Sistema Nervoso Central e por isso se torna fundamental para o tratamento da ansiedade. Os exercícios causam relaxamento muscular, uma sensação de bem estar e liberam Adrenalina e Noradrenalina, evitando o acúmulo destas substâncias em situações estressantes. A prática de atividades físicas deve ser pelo menos de 3 a 4vezes por semana e deve sempre envolver aquecimento e atividades aeróbicas. Atividades relaxantes como meditação, alongamento/relaxamento e ioga ajudam muito no sentido de permitir um maior controle sobre o corpo.

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