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Abuso Infantil

 

 

A violência sexual é um tema espinhoso, difícil de aceitar caso você tenha um familiar abusador ou abusado. Segundo a OMS, o abuso sexual ocorre quando uma criança é envolvida em uma atividade sexual que ela não compreende completamente, sendo incapaz de fornecer um consentimento informado, ou quando a criança não está preparada em relação ao seu nível de desenvolvimento para tal atividade ou, ainda, quando esta atividade viole as leis ou os tabus da sociedade. Por exemplo, um pai que coloca um(a) filho(a) para assistir um filme pornográfico. Crianças podem ser abusadas por adultos ou outras crianças que estejam, em virtude de sua idade ou estágio de desenvolvimento, em uma posição de responsabilidade, confiança ou poder sobre a vítima.

 

Meninas são mais frequentemente abusadas do que meninos, embora deva ser ressaltado que o abuso sexual de indivíduos do sexo masculino tende a ser sub-estimado nas estatísticas oficiais devido a fatores como vergonha e o medo da homossexualidade. Além disso, deve ser ressaltada a situação especial de abuso sexual de crianças com alguma deficiência, por exemplo, em casos de crianças com retardo mental que são mais facilmente manipuladas e enganadas. As dificuldades em comunicar o abuso e muitas vezes a dependência de cuidado físico íntimo são fatores relacionados com essa grave situação.


Os Principais aspectos que devem ser considerados no exame de crianças/adolescentes na suspeita de abuso sexual são:

-Sangramento genital, dor e secreções vaginais ou no pênis

-Sinais de lesões dos fórnices vaginais, especialmente o posterior, em meninas

-Presença de materiais potencialmente indicadores de abuso, como pêlos, sangue, secreções e outros na genitália do abusado

-Sinais de doenças sexualmente transmissíveis, como Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis, Trichomonas vaginalis, Treponema pallidum, HPV, vírus do herpes simples

-Lesões da região anal, processos inflamatórios perianais, infecções bacterianas ou doença inflamatória da região retal

-Alterações do esfíncter anal, hematomas, abrasões ou lacerações do ânus

-Lesões do trato urinário como incontinência ou infecções urinárias recorrentes

-Sinais de gestação ou de maturação sexual

Profissionais de saúde, familiares, professores ou vizinhos, ao entrar em contato com uma criança que apresente suspeita de violência, devem fazer uma denúncia institucional, pessoal ou anônima (Disque 100 ou disque100.gov.br), já que esta pode ser uma oportunidade única para que ela saia de um ciclo de violência que pode afetá-la ou mesmo aos outros membros da família. Enfrentar a violência doméstica requer o empenho de uma equipe multiprofissional, evitando-se assim resolver esses casos de forma isolada tanto em prontos-socorros quanto em hospitais e consultórios. Assim, garante-se maior segurança no atendimento e nas decisões tomadas, nunca esquecendo que todas as denúncias e notificações devem ser realizadas de forma institucional

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