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Hipermedicação na Infância

October 9, 2018

Hipermedicação ou medicalização na infância?
Já ouvimos muito estes termos no dia-a-dia mesmo em conversa de botequim e isto se refere ao número exagerado de psicotrópicos que algumas crianças e adolescentes estão tomando. Mas o que isto significa realmente? Estes remédios são prescritos por médicos psiquiatras? 
Vale lembrar que nem todo psicotrópico é prescrito por psiquiatra, médicos de outras especialidades também usam e abusam destas medicações em seus pacientes. A pergunta que fica é a seguinte: Outros médicos não psiquiatras tem expertise para prescrever psicotrópicos como antidepressivos e benzodiazepínicos?

Acho que vale à pena refletir sobre o assunto.
Há uma discussão no mundo todo no sentido de não medicalizar o sofrimento e que nem tudo pode ser resolvido com remédios psicotrópicos.
Há luto e situação de perdas ou fracassos na vida que não justificam o uso de remédios. Precisamos saber superar perdas e intempéries com dignidade e muitas vezes uma psicoterapia é o caminho para isso.

Na infância precisamos fazer um uso racional das medicações e indicar o uso de psicotrópicos quando outras medidas (psicoterapia, atividade física regular, medidas antiestresse, terapia familiar e nuclear) já foram tomadas e não trouxeram resultados satisfatórios. Por exemplo: o uso da Ritalina cujo princípio ativo é o Metilfenidato, para crianças com Deficit de Atenção e Hiperatividade(TDAH), tem crescido bastante nos EUA nos últimos 10 anos e pode ser reflexo de exageros de diagnósticos e medicalização.

Mas qual seria a cura da hipermedicação?

A cura deste problema passar por uma rede de atendimento bem estruturada em Saúde Mental para melhor atendimento dos pacientes em sua integralidade. Consultas psiquiátricas de 15 minutos feita pelos médicos do convênio não resolvem a vida de ninguém. Os pacientes, especialmente crianças e adolescentes, precisam de uma boa rede de apoio e prevenção aos agravos em saúde mental. A prevenção é o melhor remédio quando se fala em saúde coletiva e saúde pública, é a melhor relação custo benefício. A monoterapia, o uso de um psicotrópico apenas e não a combinação dos psicotrópicos, deve ser prioridade em qualquer serviço de saúde mental. Mas será que os profissionais dos postos de saúde estão prontos e capacitados para resolver os problemas de saúde mental sozinhos?

Médicos psiquiatras que trabalham sozinhos no consultório tendem a medicar mais seus pacientes. Penso que o trabalho em saúde mental deve ser multidisciplinar, o que evitaria muito a hipermedicação.

 

 

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