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© 2017 por Multicentro Saúde. 

A opressão sofrida por ser gay

June 24, 2017

Relato do Paciente L. 30 anos. Gay

 

 

Quando penso na causa LGBT, penso na opressão, na violência, no preconceito sofrido, mas não necessariamente em algo tão aberto, tão direcionado, mas sim em atos isolados, considerados inofensivos, mas que além de gerarem um enorme rancor em quem as ouve, também pode reforçar situações de vulnerabilidade ou impedir o desenvolvimento com igualdade de oportunidades.

 

No ambiente de trabalho, por exemplo, certas vezes quando os colegas comentam que jogarão Cartola (jogo que simula a vida de um recibo de futebol) ou formarão uma liga de futebol no FIFA ou quando perguntam sobre se temos namoradas - quando percebem que você não gosta desses hobbies, já o excluem por algum tipo de homofobia ou rejeição à diferença, mesmo que isso não devesse ter qualquer relação com a sua preferência sexual.

 

Além disso, quando comentam que alguém é "estranho" por acharem que a pessoa é gay ou ainda pior, quando adotam adjetivos pejorativos sobre alguém ou o ato - como "olha o viado" ou coisa que o valha, dentre tantas outras coisas que nos remetem a uma forma heteronormativa de pensar e ser, me traduz um ambiente com indicações machistas em que não me sinto à vontade para me expressar e me envolver ao grupo, o que claramente prejudica o meu desempenho profissional e diminui minha vontade de agir e ser quem eu sou, pois em um ambiente que é permissível a expressão dessas noções, indicam o que é adequado e ser diferente disso, gera um grande medo, até uma fobia de se mostrar e ser quem você é, a fim de evitar conflitos. Ainda mais, o medo de achar que as suas opções de crescimento profissional são menores ou mesmo de que você terá que se esforçar mais, por algo que não diz completamente nada sobre a sua competência.

 

De tudo isso, o que acho pior é ouvir muitas vezes desses mesmos colegas, de que vivemos em uma época do politicamente correto e que isso se tornou muito opressivo ou mesmo "chato", mas me pergunto - admito que ainda não tive coragem de dizer a eles: "se com tanta divulgação de informações, dos males (emocional, físico, etc.) causados por essas expressões que reforçam e perpetuam o preconceito, o que seria se não tivéssemos corajosos para mostrar isso? De realmente lutar pela felicidade que todo ser humano almeja?".

 

Suponho que muitas evoluções não teriam ocorrido, como o fim da escravidão, o sufrágio universal, dentre tantos outros direitos que muito provavelmente foram vistos como politicamente corretos à época que foram debelados e ainda assim muitos usufruem deles, sem reconhecer a luta que sempre ocorre pela conquista de mais igualdade.

 

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